Saudade. Palavra que só existe na língua portuguesa e que ela achava que ele nunca usaria. Mas ele usou. Quando ela nem mais se importava, quando ela nem mais sequer pensava. Quando ela nem sequer mais sentia.
De repente, feito serpente que sorrateira só espera o descuido pra dar o bote, pra destilar o veneno, pra saciar seu prazer. A ela só coube à praticidade que lhe é peculiar, só restou o espanto de quem não se surpreendeu.
Ele menino. Ela mulher. Ele homem. Ela menina. Ele fogo. Ela gelo. Ele planeja. Ela vive. A cada um encontro eles se perdem, pra se achar ainda mais.
Ela não gosta de jogar e ele é mestre no poker. Ele não sabe que palavras usar. Ela brinca de argumentar.
Os ouvidos inundados de Maria Bethânia - Esse cara.
Nenhum comentário:
Postar um comentário